Blog EntryVai rolar d+Jul 22, '08 7:57 PM
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Blog EntryEu comprei Ensaio sobre a CegueiraJul 22, '08 7:55 PM
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Comprei, R$ 44,00 na Saraiva Mega-store, arrancou o couro, literalmente.

Blog Entry'Batman' mergulha fundoJul 22, '08 3:57 PM
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Adriano Marangoni

Abandone suas ilusões. Certo e errado, politicamente correto, esperança, garantias. Batman - O Cavaleiro das Trevas joga tudo para o alto para salvar apenas o essencial. A duras penas.

Uma aposta ousada da Warner Bros., o novo filme da série que estréia nesta sexta-feira, 18, traz doses generosas de reflexão sobre um mundo mergulhado em hipocrisia cotidiana e fantasias de moralidade. O que destoa de outros filmes do gênero.

Dirigido por Chris Nolan, o mesmo de Batman Begins, de 2005, este novo episódio narra a cruzada pessoal de Bruce Wayne, agora mais árdua com o surgimento do vilão Coringa, interpretado pelo ator recentemente morto Heath Ledger. Para auxiliá-lo, surge também o novo promotor público de Gotham City, Harvey Dent, contraparte "legalizada" de Batman.

Tabuleiro armado, que venha o jogo

Chris Nolan montou um espetáculo sobre a dualidade. Da lei, da loucura, da ética e do caos (fãs de quadrinhos, as referências estão lá, a fase Neal Adams, A Piada Mortal e Asilo Arkham). O novo filme de Batman é uma alegoria da modernidade, um olhar austero sobre aquilo que organiza a sociedade ou o que a leva à ruína. Inicialmente, em termos simples e caricatos, depois caminhando para um longo clímax, onde quem sai transformado não são os personagens, mas também o espectador (na melhor das hipóteses).

O Cavaleiro das Trevas é fruto de um roteiro bem amarrado, feito a seis mãos pelo diretor, seu irmão Jonathan e David S. Goyer. O filme parte do clichê (de vários, na verdade) para oferecer algo mais. Quase sem exceção, todos os personagens do filme são idealistas. Todos têm convicções claras do que é melhor para o mundo, do mais conservador ao mais radical. Batman é só a ponta do iceberg.

Depois de uma sucessão de roubos a banco, o Coringa coloca os chefões do crime de Gotham City numa situação limite. Em seguida, toma para si a liderança de toda a organização. Mas diferentemente de seus antecessores, cheios de ganância, o Coringa não quer algo tão indigno como dinheiro. Nas suas palavras, ele é um agente do caos. Pura e insanamente. Um símbolo do bizarro, do assustador, do absurdo (assim como o crime para maioria de nós). Sua intenção é subverter a ordem numa funesta piada.

Para enfrentá-lo, Batman/Bruce Wayne (novamente na pele de Christian Bale) vai sofrer perdas severas demais para não continuar em frente. Cavaleiro das Trevas, mais do que um título dramático, é a definição perfeita de sua função. Ele vai aonde ninguém pode ir, além dos limites da lei e da sensatez. Esta já foi abandonada no primeiro filme ao colocar a máscara do morcego.

Mas essa face obscura da Justiça é complementada pelo "Cavaleiro Branco" de Gotham, Harvey Dent, notável interpretação de Aaron Eckhart. Batman e Dent, antagonistas no que se refere aos métodos, convivem numa produtiva relação, mediada pelo tenente James Gordon, novamente interpretado por Gary Oldman. Mas quem conhece quadrinhos sabe que essa aliança acaba mal, afinal, Harvey Dent fatalmente torna-se o vilão Duas-Caras. A boa surpresa é que isso acontece ainda neste filme.

Do que era uma diferença "trivial", Batman e Harvey Dent passam a ser inimigos reais, depois da destruição física e mental experimentada por Dent. Duas-Caras, sedento de vingança, é a obra-prima do Coringa, convicto de que a única diferença entre um criminoso e uma pessoa comum é um dia realmente ruim.

Note-se: Batman e Duas-Caras simplesmente obedecem suas noções particulares de Justiça, só que de maneiras cada vez mais extremas.

Imagina-se que, enquanto "herói", há limites que nem Batman seria capaz de cruzar. E o espectador desavisado pode acreditar que isso é uma regra ao longo do filme. Mas há uma escolha crucial do personagem, obscenamente racional, e ressoa na realidade com a alcunha polêmica de "segurança nacional".

Se levada a extremos, essa alcunha lembra bastante algo chamado "totalitarismo". Provavelmente, isso foi tão caro ao diretor que ele fez questão de ressaltar o afastamento entre Bruce Wayne e Lucius Fox, personagem de Morgan Freeman, um dos mais dignos do filme.

Aliás, a cena do interrogatório do Coringa feito por Batman não fica devendo nada ao Capitão Nascimento, vivido por Wagner Moura, no filme Tropa de Elite.

Mas Batman não é um herói, no filme, dito em alto e bom som nas palavras do Comissário Gordon; ele é, sim, um mal necessário, um agente da ordem sobre o caos pagando pessoalmente o preço de sua função. Necessariamente anônimo, é uma válvula de escape, o peso da consciência de uma cidade, a ser encarada ou ignorada, mas vigorosamente vigilante.

É nesse tipo de sutileza que se esconde o valor de Batman - O Cavaleiro das Trevas. Provavelmente, no devido tempo, o filme de Chris Nolan será relegado a exemplar de uma indústria especialista em gerar dividendos. Afinal, traz a reboque todo tipo de quinquilharia, de DVDs a pijamas infantis.

Mesmo assim, Nolan fez de Batman a evolução do gênero "super-herói" no cinema. Nada de meio termo. A idéia é incomodar. Assim como seus personagens, Cavaleiro das Trevas está marcado sobre o estigma da dualidade: ataca fundo nossas ilusões de benevolência, mas, para tanto, nivela por baixo, através de uma fantasia juvenil. A mensagem está lá para quem quiser ver. Mas há de se ter coragem de encarar.

Batman - O Cavaleiro das Trevas, Warner Bros, 2008. Dir.: Chris Nolan. Roteiro: Chris Nolan, Jonathan Nolan, David S. Goyer. Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Michael Caine, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhaal. Nos cinemas a partir de sexta-feira, 18 de julho de 2008.

+ Leia a resenha de Christianity Today.

Blog EntryOs 7 outra vezJul 22, '08 12:32 AM
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Após a série Os sete pecados & a vida contemporânea da Chácara Primavera, descobri que Ed René Kivitz também está explorando o tema. Confira no site da IBAB:

#1 Orgulho
#2 Inveja
#3 Ira
#4 Preguiça
(...)

* imagem: capa do excelente livro de Graham Tomlin

Blog EntrySustentadoJul 18, '08 2:58 PM
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Alimentado e cheio. Satisfeito. Foi isso que aconteceu com Moisés durante 40 dias e também com Elias e também com Jesus. Não! Isso não é sobre o jejum em si. Mas sobre se alimentar d’Ele. Ele que criou os alimentos possui algo além que comida. O A e o Z têm comida verdadeira um alimento para o espírito e para a alma. Um alimento capaz de sustentar o corpo.

Comer d’Ele esse pão vivo traz vida, vida plena, vida vivida. Alegria em se alegrar. Inocência ao pensar. Sem comida verdadeira teremos fome, e se existe a fome existe a comida. Vamos comer!

v.carlos

Blog EntryAceitando a PaternidadeJul 18, '08 2:48 PM
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Nunca tinha pensado nisso. Que ao nascer de novo precisa-se de um pai e uma mãe. Precisa-se de um ambiente de amor e carinho, de aceitação e afeição. Para nascer de novo precisa-se de aceitar isso, precisa-se de passar por necessidades, de aceitar ser cuidado e tratado.

Para nascer de novo tem que se tornar como bebê, criança, neném.

É necessário, pois sem aceitar o amor não se ama. E sem nascer de novo não se entra no Reino de Deus, não. Porque Deus é amor.

v.carlos

Blog EntryParece difícil, mas não é fácil nãoJul 16, '08 10:03 PM
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Isso é o que tem ocorrido nesses dias. Muita luta com relação ao propósito inicial. Eu até li muito a Bíblia ontem e antes. Mas hoje até agora nem toquei nela. Parece que eu tirei férias, porém percebi que o Diabo não faz isso...

É sério, um propósito precisa ser levado a sério, e eu preciso me dedicar melhor a isso. Senão serei sempre um sujo de coração, cheio de falsidade, corrupção, avareza e desamor.

Bom, quanto mais tempo eu ficar por aqui, menos eu me dedicarei ao propósito, Domingo estou indo pra São Paulo, as experiências serão narradas aqui no blog.


Abraços, e orem por mim =)

Blog EntryRenovação slide flashJul 16, '08 4:45 PM
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Disponível em http://www.dwillard.org/resources/

Blog EntryUm Pastor MendigandoJul 13, '08 9:46 AM
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Um pastor se vestiu como um mendigo e invadiu o culto de sua igreja, no País de Gales, numa tentativa de dar uma lição sobre “tolerância” aos fiéis.

O Reverendo Derek Rigby, da Igreja Metodista Trinity, na cidade de Prestatyn, colocou uma peruca, roupas sujas, não se barbeou por três dias e desenhou algumas tatuagens pelo corpo antes de entrar na igreja com latas de cervejas e seringas.
Rigby, um ex-policial, havia avisado aos fiéis que chegaria atrasado para o culto e contou o plano apenas a um dos funcionários da igreja, para que ele pudesse interceder caso a congregação resolvesse chamar a polícia.

O pastor contou que foi ignorado pela maioria dos fiéis, enquanto alguns pediram que ele se retirasse do lugar.

Rigby permaneceu disfarçado até as crianças irem para a escola dominical antes de andar até o altar e mostrar sua identidade aos fiéis, que se sentiram “envergonhados”.
“Ninguém ficou irritado comigo, mas ficaram chocados por terem me ignorado da forma como fizeram”, afirmou. “Eles podiam ter me dado um copo de café.”

A Lição
Segundo Rigby, sua intenção era “transmitir uma mensagem séria sobre tolerância, de uma forma emotiva”.

Durante o sermão proferido após revelar sua identidade, o pastor citou o exemplo dos discípulos que não reconheceram Jesus na estrada para Emaús depois da ressurreição.
“Eu fiquei surpreso, não desapontado. Algumas pessoas me disseram que se eu estivesse ali, como pastor, saberia o que fazer para lidar com a situação”, afirmou o sacerdote.

O Reverendo Derek Rigby conta ainda que já havia feito a mesma coisa em igrejas de Newport e Londres, onde, segundo ele, os fiéis foram mais generosos.

“Eu disse à eles que eram mesquinhos porque em outros casos já ganhei dinheiro, um pacote de bolachas e um cobertor. Em Prestatyn, eu não ganhei nada”, conta.

“No entanto, acho que isso não irá acontecer novamente”, finalizou o sacerdote.

Fonte: G1 [Via o Excelente blog do Baggio]

Blog EntryCandidatos processadosJul 12, '08 3:24 PM
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A divulgação dos nomes dos candidatos que respondem a processos será feita a partir do dia 15 de julho pela Associação dos Magistrados Brasileiros.

Neste final de semana trabalho em regime de plantão para deixar os autos dos pedidos de registro de candidaturas da 54ª Zona Eleitoral prontos para a análise das condições de elegibilidade das candidaturas apresentadas. O prazo de 5 dias para eventuais impugnações se encerrará na próxima terça-feira. Nesse contexto, é bom que a sociedade esteja atenta à divulgação oficial das candidaturas, bem como às listas dos tribunais de contas dos agentes públicos que tiveram suas contas rejeitadas: TCU, TCE e TCM (onde houver).

* * *
A seguir, uma das perguntas respondidas pelo novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto para a revista Veja:

Revista Veja: A divulgação da lista dos candidatos "fichas-sujas" que o senhor defende não seria uma condenação antecipada do candidato?

Ministro Carlos Ayres Britto – Fui voto vencido no TSE sobre essa matéria. Meus colegas entenderam que o político multiprocessado pode se candidatar. Eu, não. Entendo que o processo penal, que trata do indivíduo, e o direito eleitoral, que trata da representação da coletividade, não se comunicam. Eles têm pressupostos filosóficos diferentes. A regra segundo a qual ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado protege o indivíduo. Acho isso correto, claro. Mas também acredito que o indivíduo não pode usar essa regra em seu benefício quando pretende ocupar um cargo eletivo. No direito penal, em dúvida fica-se a favor do réu. No direito eleitoral, em dúvida fica-se a favor da sociedade. Quando um político exibe um número de processos que evidencia um namoro aberto com a delituo-sidade, esse político não pode representar a coletividade.


Blog EntryCitações Leonard RavenhillJul 10, '08 4:45 PM
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“Se somos fraco em oraçao, nós somos fracos em todo o resto”.

“Homem dá conselho; Deus dá orientação”.

“As coisas para que você tem vivido valem pelo que Cristo morreu?”

“Um homem pecador para de orar, um homem de oração para de pecar”.

“A única razão de nós não termos avivamento é porque nós queremos viver sem ele!”

“A Igreja costumava ser um barco resgatando os que perecem. Agora ela é um cruzeiro recrutando o promissor”.

“Deus lamenta de nós que depois de anos de escrita, utilizando montanhas de papeis e rios de tinta, esgotando pretensiosa terminologia sobre os maiores encontros de avivamentos na história, nós ainda enfrentamos rude corrupção em cada nação, assim como somos a igreja que menos ora desde Pentecostes”.

“Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros pregam hoje, Ele nunca teria sido crucificado”.

“Minha maior ambição na vida e estar na lista de mais procurados pelo diabo”.

Tradução Minha, texto original tirado da Wikipedia em Inglês.


Leonard Ravenhill possuí um excelente livro em Português, chama "Por que tarda o pleno avivamento?"

Blog EntryCompaixão Indiscriminada — Anthony DeMelloJul 9, '08 9:35 AM
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Observe uma rosa. Seria possível à rosa dizer: “Vou oferecer minha fragrância a quem é bom, mas negá-la às pessoas más”? Ou você consegue imaginar uma lâmpada que negue seus raios às pessoas perversas que tentam andar na sua luz? Isso seria possível apenas se ela deixa-se de ser lâmpada. Perceba como uma árvore da sua sombra de forma indiscriminada a todo o mundo, bons e maus, jovens e velhos, altos e baixos, animais e humanos e a todos os seres viventes — até para quem tenta derruba-la. Esta é a primeira qualidade da compaixão: seu caráter indiscriminado.

Anthony DeMello, The Way to Love, p. 77. Citado no livro: “Falsos, Metidos e Impostores” de Brennan Manning.

Blog EntryComo o Pava me ensinou sobre DeusJul 7, '08 4:00 PM
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Diferente dos outros livros que recebi desta vez eu estava em casa. E fui eu mesmo quem assinei o registro do Sedex para receber. Pronto o Pava tinha cumprido sua promessa. Acabei ganhando inteiramente grátis o livro: Falsos, Metidos e Impostores de Brennan Manning.

Na verdade tudo começou com trocas de e-mails na época do aniversário do Pava. Ele apreciou meu e-mail e respondeu me convidando para ser Moderador de uma de suas comunidades no Orkut. A comunidade como fiquei sabendo depois era do Brennan Manning e ele ofereceu tentar arrumar o novo livro do autor para mim.

Logo que abri o pacote e também o livro pude ver a dedicatória exposta na imagem lá em cima. O desejo do Pava foi concretizado realmente durante a leitura minha vida foi conduzida a momentos de integridade e comunhão profunda com Abba Pai. A leitura de Brennan realmente é demais.

De novo agradeço ao Pava.

Aproveitem e entrem na Comunidade...

http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=6371875

Blog EntryRarefeitoJul 7, '08 3:41 PM
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Amigos leitores. Período eleitoral iniciado.
Postagens mais raras. Trabalho intenso!
No final, tudo acabará bem.
Um forte abraço,

Blog EntryPapai nosso do céuJul 6, '08 9:47 AM
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Assista também Criança cantando Amazing Grace, da mesma fofura.

Blog EntryBons livros entre os + vendidosJul 6, '08 9:33 AM
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Acaba de chegar aqui em casa a Revista Veja desta semana e ao final dela sempre observo a lista dos Mais Vendidos. E me espantei nesta revista, pois excelentes obras da literatura mundial estavam presentes:

Entre as obras de Ficção as brilhantes “Crônicas de Nárnia” de C.S. Lewis esteve em 9º lugar.

E também entre as obras de Ficção, em 10º lugar ficou “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago, livro este que foi cobrado ontem em minha prova de Vestibular.

Blog EntryVestibularJul 4, '08 9:46 PM
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Sábado, dia 05/07/2008 às 14:00 horas começa meu Vestibular 1º Etapa.


Estejam levantando um e-clamor, porque só Jesus na causa mesmo... =P

Blog EntryJota não acredita em igreja emergenteJul 4, '08 8:37 PM
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Spencer Burke esteve na 242 ele contou que “Em um dia, a comunidade dele estava sendo expulsa de um parque por causa da interação deles com os mendigos. ‘Vocês não podem dar comida aos mendigos aqui; precisam de uma permissão’, falou o policial. Ele respondeu, ‘Nós não estamos alimentando os mendigos. Nós estamos fazendo um piquenique. Nós estamos comendo com eles’.” Cara imagina se isso não é o exemplo de ser um discípulo de Deus?

Trecho do último texto do Jota Mossadihj, um dos criadores do Sexxxchurch.

(leia o texto completo aqui)

Blog EntryAuto-ajuda não presta - G.K. ChestertonJul 4, '08 11:10 AM
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Tem surgido no nosso tempo uma classe particular de livros e de artigos que penso de forma sincera e solene podem ser chamados dos mais imbecis conhecidos entre os homens. Trata-se de coisa muito mais extravagante do que os mais extravagantes romances de cavalaria e muito mais maçante do que os mais maçantes tratados religiosos. Além disso os romances de cavalaria eram, pelo menos, sobre cavalaria, e os tratados religiosos sobre religião. Essas coisas, no entanto, são sobre coisa alguma; são sobre o que se chama sucesso.

Em cada estante e em cada revista você encontra obras ensinando às pessoas como serem bem sucedidas. São livros que mostram às pessoas como obter sucesso em tudo, e são escritos por gente incapaz de sucesso até mesmo na sua iniciativa de escrever livros.

Para começar não existe, naturalmente, essa coisa chamada sucesso. Ou, se você quiser colocar a coisa dessa forma, não há nada que não seja bem-sucedido. Que uma coisa seja bem-sucedida quer dizer apenas que ela é; um milionário é bem sucedido em ser um milionário e um jumento é bem sucedido em ser um jumento. Todo homem vivo tem tido sucesso em manter-se vivo, e qualquer homem morto pode ter tido sucesso em cometer suicídio. Porém, se ignorarmos a má lógica e a má filosofia do conceito, podemos tomá-lo, como fazem esses autores, no sentido usual de sucesso em ganhar dinheiro ou posição social.

Esses autores alegam ensinar ao leitor comum como obter sucesso em seu ofício ou ramo de atividade – como, se ele é construtor, ter sucesso como construtor; como, se é corretor da bolsa, ter sucesso como corretor da bolsa. Afirmam mostrar a ele como, se é dono de mercearia, pode tornar-se um iatista profissional; como, se é um jornalista de décima categoria, pode tornar-se um aristocrata; como, se é um judeu alemão, pode tornar-se anglo-saxão.

Isso eles propõem de forma definida e metódica, e penso que as pessoas que compram esses livros (se é que alguém os compra) tenham o direito moral, se não legal, de exigirem o seu dinheiro de volta. Ninguém ousaria publicar um livro sobre eletricidade que não contivesse literalmente coisa alguma sobre eletricidade; ninguém ousaria publicar um artigo sobre botânica que mostrasse que o autor desconhece qual extremidade da planta cresce dentro da terra. No entanto nosso mundo está repleto de livros sobre sucesso e sobre gente bem sucedida que não contém nenhum tipo de idéia e praticamente nenhum tipo de coerência verbal.

Deveria parecer perfeitamente óbvio que em qualquer ocupação decente (como por exemplo, a construção de muros ou a autoria de livros) há apenas dois modos de ser bem sucedido. O primeiro é fazendo-se um bom trabalho, o segundo é trapaceando. Ambos são simples demais para requererem qualquer explicação literária. Se o seu negócio for salto em altura, ou você salta mais alto do que qualquer outra pessoa ou consegue de alguma forma fingir que conseguiu. Se você quer ter sucesso como jogador de bridge, ou você aprende a ser um bom jogador de bridge ou joga com cartas marcadas. Você pode recorrer a um livro sobre salto em altura, a um livro sobre bridge ou um livro sobre como trapacear no bridge. Mas você não vai querer recorrer a um livro sobre sucesso – especialmente um livro sobre sucesso como os que você encontra espalhados às centenas no mercado editorial. Você pode querer saltar ou jogar cartas, mas não vai querer ficar lendo declarações obtusas do tipo “saltar é saltar”, ou “jogos são vencidos por vencedores”.

Se esses autores fossem, por exemplo, dizer alguma coisa sobre o sucesso no salto em altura, soaria mais ou menos assim: “O competidor de salto deve ter um objetivo claro diante de si. Deve desejar de forma muito definida saltar mais alto do que todos os outros atletas na mesma competição. Não deve deixar que frívolos sentimentos de compaixão o impeçam de dar o melhor de si. Deve ter em mente que uma competição de salto é essencialmente competitiva e que, como demonstrado gloriosamente por Darwin, OS MAIS FRACOS IRÃO PARA O MURO DE FUZILAMENTO”. É esse o tipo de coisa que o livro diria, e muito útil seria, sem dúvida, se lida por uma voz grave e tensa a um jovem logo antes de empreender o seu salto.

Supondo que no curso de suas divagações intelectuais o filósofo do sucesso acabasse examinando nosso outro caso, o do jogador de cartas, sua estimulante recomendação seria: “No ato de jogar cartas é inteiramente necessário evitar o erro comum de permitir que seu adversário vença o jogo. Você deve ter garra e coragem, e entrar para ganhar. Os dias de idealismo e de superstição terminaram. Vivemos numa época de ciência e de senso comum, e já foi definitivamente provado que em qualquer jogo onde dois competem, SE UM NÃO VENCER, É O OUTRO QUE VENCE”. Tudo muito empolgante, naturalmente, mas confesso que se fosse jogar cartas daria preferência a um livrinho decente que me ensinasse as regras do jogo. Para além das regras do jogo é tudo uma questão de talento ou desonestidade.

Folheando uma revista muito popular encontro um exemplo ao mesmo tempo estranho e cômico. Trata-se de um artigo intitulado “O instinto que faz as pessoas enriquecerem”, decorado com um retrato formidável de Lord Rothschild. É fato que existem muitos métodos definidos, tanto honestos quanto desonestos, de enriquecer, mas que eu saiba o único “instinto” capaz dessa façanha é o instinto que a teologia cristã descreve grosseiramente como “o pecado da ganância”. Isso, no entanto, não vem ao ponto.

Quero citar os impagáveis parágrafos que seguem como exemplo típico do conteúdo dos livros que falam sobre como se alcançar o sucesso. São sempre muito práticos, e deixam pouca dúvida sobre qual deverá ser o passo seguinte:

O nome Vanderbilt é sinônimo de riqueza no mundo empresarial contemporâneo. Cornelius Vanderbilt, fundador da família, foi o primeiro dos grandes magnatas do comércio norte-americano, tendo começado como o filho de um fazendeiro pobre e terminado como multimilionário.

Cornelius possuía o instinto de fazer dinheiro. Ele agarrava suas oportunidades, oportunidades que no seu caso surgiram com aplicação da máquina a vapor no comércio oceânico e com o desenvolvimento do transporte ferroviário num rico mais ainda subdesenvolvido Estados Unidos da América. Conseqüentemente, acumulou uma enorme fortuna.

É evidente que hoje em dia não podemos todos seguir precisamente os mesmos passos tomados por este monarca das ferrovias. As oportunidades muito precisas concedidas a ele não aplicam-se a nós. Porém, embora não seja dessa mesma forma, podemos ainda assim, em nossa própria esfera de circunstâncias, seguir seus métodos gerais. Podemos agarrar as oportunidades que nos são concedidas, dando a nós mesmos uma chance muito real de obtermos riqueza.

É em declarações bizarras como essas que podemos ver com clareza o que está realmente por trás de todos os artigos e livros dessa natureza. Não se trata de mero negócio; não se trata nem mesmo de mero cinismo. Trata-se de misticismo, o horrendo misticismo do dinheiro. O autor dessa passagem não tem na verdade a mínima idéia de como Vanderbilt fazia o seu dinheiro, ou de como qualquer outra pessoa pode fazer o seu. Ele, porém, conclui suas observações defendendo um programa; e é um programa que não tem absolutamente nada a ver com Vanderbilt.

Tudo que o autor tencionava fazer era prostar-se diante do mistério de um multimilionário. Pois, quando queremos prestar verdadeira adoração a alguma coisa, amamos não apenas sua clareza, mas também sua obscuridade. Exultamos na sua invisibilidade. Assim, por exemplo, um homem apaixonado por uma mulher encontra prazer particular no fato de que as mulheres sejam incompreensíveis. Da mesma forma o poeta piedoso, ao celebrar o Criador, encontra prazer em afirmar que Deus age de modos misteriosos.

Ora, o autor dos parágrafos que citei não parece ter coisa alguma a ver com um deus, e não vejo qualquer evidência (diante da impraticabilidade de suas recomendações) de que já tenha se apaixonado de verdade por uma mulher. Mas a coisa que ele sem dúvida alguma venera – Vanderbilt – ele trata precisamente dessa maneira mística, deleitando-se no fato de que sua divindade Vanderbilt guarde dele algum segredo. E sua alma enche-se de uma espécie de arrebatamento de astúcia, um êxtase de clericalismo, quando ele finge estar revelando à multidão o terrível segredo que ele mesmo desconhece.

Falando do instinto que enriquece as pessoas, o mesmo autor observa:

Na Antiguidade a existência desse instinto era compreendida por completo. Os gregos reverenciavam a história de Midas, o homem que transformava em ouro tudo que tocava. Sua vida era um constante avanço em meio às riquezas: de tudo que aparecia no seu caminho ele criava o metal precioso. “Uma lenda tola”, diziam os sabichões da era vitoriana; “uma verdade”, dizemos hoje em dia.

Todos conhecemos homens como esse. Estamos constantemente encontrando ou lendo sobre gente que transforma em ouro tudo que toca. Cada passo dessas pessoas é marcado por sucesso. Suas vidas são uma trajetória infalível de ascensão. São incapazes de fracassar.

Infelizmente, no entanto, Midas era capaz de fracassar – e fracassou. Sua vida não foi uma trajetória infalível de ascensão. Midas morreu de fome porque quando tocava um biscoito ou um sanduíche de presunto eles se transformavam em ouro. Essa é na verdade a moral da história, embora o autor se veja obrigado a suprimi-lo, delicadamente, por completo – talvez por estar escrevendo tão perto do retrato de Lord Rotschild.

As velhas fábulas da humanidade são, de fato, insondavelmente sábias, mas não devemos ter parte do seu conteúdo expurgado a fim de proteger os interesses do Sr. Vanderbilt. Não devemos engolir o rei Midas sendo representado como exemplo de sucesso, quando foi um fracasso de natureza particularmente dolorosa. E tinha, além disso, orelhas de burro. E conseguia, além disso (e como muitas outras pessoas famosas e abastadas) esconder dos outros essa condição. Se bem recordo era apenas o seu barbeiro que tinha acesso ao conhecimento dessa peculiaridade; e esse barbeiro, ao invés de agir como o tipo de pessoa que persegue o Sucesso-a-todo-custo e chatangear o rei em troca do seu silêncio, foi e sussurrou esse escabroso escândalo da sociedade nas orelhas dos juncos, que deleitaram-se enormemente em sabê-lo. Conta-se que os juncos repassaram-no então aos ventos que os embalavam para frente e para trás.

Olho com reverência para o retrato de Lord Rothschild; leio com reverência sobre as façanhas do Sr. Vanderbilt. Sei que sou incapaz de transformar em ouro tudo em que toco; porém sei também que nunca tentei, tendo uma preferência pessoal por outras substâncias, coisas como grama e um bom vinho. Sei que essas pessoas sem dúvida obtiveram sucesso em alguma coisa; sei que sem dúvida sobrepularam alguém; sei que são reis num sentido em que nenhum rei jamais foi antes deles; sei que criam mercados e cavalgam continentes. Porém parece-me sempre que há algum pequeno fato doméstico que vivem escondendo, e penso por vezes ouvir no vento a gargalhada e o sussurro dos juncos.

Tudo que podemos esperar é viver o bastante para vermos esses absurdos livros sobre sucesso cobertos com o escárnio e o abandono que lhes cabe. Não ensinam as pessoas a serem bem-sucedidas, mas ensinam-nas a serem esnobes; conseguem alastrar uma espécie de poesia maligna de materialismo.

Os puritanos denunciam continuamente livros que inflamam a lascívia. O que deveríamos dizer dos livros que inflamam as paixões (mais vis) da ganância e do orgulho?

Há cem anos tínhamos o ideal do Aprendiz Esforçado. Dizia-se aos meninos que com frugalidade e empreendedorismo podiam chegar todos a Senhores da Nobreza. Era mentira, mas era uma mentira viril, e possuía um mínimo de verdade moral. Em nossa sociedade a temperança não irá ajudar um pobre a enriquecer, mas poderá ajudá-lo a olhar para si mesmo com respeito. Um bom trabalho não fará dele um homem rico, mas um bom trabalho fará dele um bom trabalhador. O Aprendiz Esforçado surgiu de virtudes que eram escassas e estreitas, mas ainda assim virtudes. Mas o que dizer do evangelho pregado ao novo Aprendiz Esforçado – o aprendiz que não ascende por meio de suas virtudes, mas declaradamente através de seus vícios?

G. K. Chesterton
All Things Considered (1909)

Traduzido por Paulo Brabo.
Fonte: http://www.baciadasalmas.com/2008/a-falacia-do-sucesso/


+ de Chesterton no amandoaoproximo:

1 Deus ateu

Desenvolução do pensamento evolutivo

Não é bom Deus estar só


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